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Mostrando postagens de outubro, 2012

Aos descrentes

Aos descrentes  Olavo Bilac   Vós, que seguis a turba desvairada, As hostes dos descrentes e dos loucos, Que de olhos cegos e de ouvidos moucos Estão longe da senda iluminada,   Retrocedei dos vossos mundos ocos, Começai outra vida em nova estrada, Sem a ideia falaz do grande Nada, Que entorpece, envenena e mata aos poucos.   Ó ateus como eu fui — na sombra imensa Erguei de novo o eterno altar da crença, Da fé viva, sem cárcere mesquinho!   Banhai-vos na divina claridade Que promana das luzes da Verdade, Sol eterno na glória do caminho! Olavo Bilac, natural do Rio de Janeiro, nasceu em 16 de dezembro de 1865 e aí faleceu em 1918. Con­siderado, ao seu tempo, o Príncipe dos Poetas Brasileiros foi sócio fundador da Academia Brasileira de Letras. O soneto acima, psicografado pelo médium Chico Xavier, integra o livro Parnaso de Além-Túmulo.