Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Kant

A PANDEMIA E A FILOSOFIA

A humanidade da terra transita por momentos que não vivia desde o primeiro pós-guerra mundial. Do ponto de vista de doenças infectocontagiosas. É bem verdade que em algum período, surgiram epidemias que assustaram cidades, estados e países. Todavia não se compara ao quadro apresentado pelo corona vírus. Naturalmente, a filosofia não poderia e nem deveria ficar alheia à situação atual. A pergunta a ser respondida é, de que forma a filosofia se insere em tal contexto? A filosofia nem sempre pode dar respostas prontas, mas ela propõe reflexões. E dessas reflexões nascem respostas. E dessas respostas, mais reflexões. Consequentemente, mais respostas. É só lembrar que Pitágoras (570-500 a.C.), Foi o primeiro dos filósofos a usar o termo; Filósofo, um amigo da sabedoria. A filosofia surge na Grécia-antiga, sob o signo da racionalidade, afastando-se lentamente da mitologia. Ao utilizar a expressão Sabedoria, e sendo amigos dela, convém nos aproximarmos de cada sábio de cada de...

O que fazer com filósofos do passado que se revelaram racistas e sexistas?

Julian Baggini Elogie Immanuel Kant e alguém pode lembrar a você que ele acreditava que “a humanidade alcança sua maior perfeição na raça dos brancos” e que “os índios amarelos possuem talento escasso”. Louve Aristóteles e você terá que explicar como é possível que um sábio genuíno possa ter pensado que “o macho é por natureza superior, e a fêmea, inferior; o homem é o governante, e a mulher, a súdita”. Escreva um tributo a David Hume, como fiz recentemente, e será criticado por louvar alguém que escreveu em 1753-54: “Tendo a suspeitar que os negros e todas as outras espécies de homens, em geral, sejam naturalmente inferiores aos brancos”. Parece que estamos diante de um dilema. Não podemos simplesmente descartar como insignificantes os preconceitos inaceitáveis do passado. Mas, se pensarmos que a defesa de opiniões moralmente repreensíveis desqualifica alguém de ser visto como grande pensador ou líder político, não restará praticamente ninguém da história. O problema não desa...

Kant, o Homem e a Educação

O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação defe faz. Note-se que ele só pode receber tal educação de outros homens, os quais a receberam igualmente de outros. Portanto, a falta de disciplina e de instrução em certos homens os torna mestres muito ruins de seus educandos. Se um ser de natureza superior tomasse cuidado da nossa educação, ver-se-ia, então, o que poderíamos nos tornar. Mas, assim como, por um lado, a educação ensina alguma coisa aos homens e, por outro, não faz mais do que desenvolver nele certas qualidades, não se pode saber até aonde nos levariam as nossas disposições naturais. Kant, Immanuel. Sobre a pedagogia . 2 ed. Piracicaba: Unimep, 1999.