A nostalgia por vezes é um sentimento amargo, mas que também nos proporciona cenas que gostaríamos de reviver e que ficaram para trás. Entretanto, jamais serão apagadas de nossas retinas. Essas lembranças ficam vivas não somente porque registram objetos, mas também locais, sonhos e principalmente pessoas que nunca sairão de nosso imaginário. Chegamos ao bairro de Casa Amarela em janeiro de 1983. Eu, minha irmã e meus pais. Contudo, ainda se vivia intensamente o ano de 82. O Brasil inteiro ainda chorava a perda da Copa do Mundo da Espanha. Ainda recordo as figurinhas do Naranjito. Contava com 12 anos de idade. Era a primeira Copa do Mundo em que já sabia as posições dos jogadores em campo. E que se extasiava com cada jogada de Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Júnior e cia. E o primeiro vilão a ser profundamente respeitado (ele merecia) Paolo Rossi. Passei a entender que nem sempre vence o melhor. Principalmente no futebol. Havia concluído a oitava série do curso ginasial no Colégi...
Narrador e Plantão Esportivo da Rádio Jornal. Recife-PE. Filósofo com Especialização em Neurociências e Física da Consciência. Professor de Filosofia, Projeto de Vida e Sociologia.