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Schiller e a música

A arte dos sons jamais deixava Schiller frio: ele a rejeitava ou adorava com intensidade. O poeta romântico foi um favorito tanto dos mestres do "lied" alemão, quanto dos grandes da ópera romântica italiana. Estátua de Friedrich Schiller em Berlim Alegria, centelha divina, filha do Eliseu! Ébrios de fogo, ó Celestial, adentramos teu santuário! Com essas palavras da  Ode à Alegria, aqui em tradução livre, inicia-se o famosíssimo coro final da  9ª sinfonia de Ludwig van Beethoven. Uma obra de história ambivalente: assim como Adolf Hitler a fazia executar em seus aniversários, foi com a  Ode que Leonard Bernstein comemorou a queda do Muro de Berlim, em 10 de novembro de 1989: Recebei um abraço, ó milhões, este beijo vai para todo o mundo! O poema de 1785 é talvez o mais famoso, porém apenas um dos inúmeros exemplos da profunda e intensa relação de Friedrich Schiller (1759–1805) com a música. Para o poeta nascido em Marbach, essa arte era um assunto de enorme...

O que tem a ver Beethoven, Schiller e Nietzsche?

                                                                               Retrato feito por  Joseph Karl Stieler , em  1820 Há 191 anos, deixava este plano, o brilhante compositor alemão Ludwig van Beethoven. Exatamente no dia 26 de março de 1827, com apenas 57 anos de idade. Faz muito tempo, entretanto o artista é uma daquelas personalidades em que jamais deixaremos morrer a sua obra e o seu pensamento.  Com um talento excepcional para a música, o garoto de apenas cinco anos iniciou suas aulas. S eu pai começou a lhe ensinar, com tanto rigor e brutalidade, que afetaria Beethoven pelo resto de sua vida. O pequeno Ludwig era açoitado, trancafiado e privado do sono para praticar por horas extras. E apesar ou mesmo por causa de tanto rigor, Beethoven se mostrou um mú...