A arte dos sons jamais deixava Schiller frio: ele a rejeitava ou adorava com intensidade. O poeta romântico foi um favorito tanto dos mestres do "lied" alemão, quanto dos grandes da ópera romântica italiana. Estátua de Friedrich Schiller em Berlim Alegria, centelha divina, filha do Eliseu! Ébrios de fogo, ó Celestial, adentramos teu santuário! Com essas palavras da Ode à Alegria, aqui em tradução livre, inicia-se o famosíssimo coro final da 9ª sinfonia de Ludwig van Beethoven. Uma obra de história ambivalente: assim como Adolf Hitler a fazia executar em seus aniversários, foi com a Ode que Leonard Bernstein comemorou a queda do Muro de Berlim, em 10 de novembro de 1989: Recebei um abraço, ó milhões, este beijo vai para todo o mundo! O poema de 1785 é talvez o mais famoso, porém apenas um dos inúmeros exemplos da profunda e intensa relação de Friedrich Schiller (1759–1805) com a música. Para o poeta nascido em Marbach, essa arte era um assunto de enorme...
Narrador e Plantão Esportivo da Rádio Jornal. Recife-PE. Filósofo com Especialização em Neurociências e Física da Consciência. Professor de Filosofia, Projeto de Vida e Sociologia.