Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: “Vou te esmagar e acabar com a tua beleza.” Ela não se perturbou e respondeu: “Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti.” Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas. O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: “Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz.” O pequenino inseto sorriu e contestou: “Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar.” A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: “Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranqüila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um ...
Filósofo com Especialização em Neurociências e Física da Consciência. Professor de Filosofia, Projeto de Vida e Sociologia no Colégio Souza Leão. Narrador e Plantão Esportivo da Rádio Jornal. Recife-PE.