Pular para o conteúdo principal

1.1 É POSSÍVEL TRANSPORTAR OS PENSAMENTOS PARA UTILIZÁ-LOS EM NOSSA SOCIEDADE?


  Perfeitamente possível. A tolerância é absolutamente subjetiva. A questão da 
tolerância é tão somente um critério de conduta moral a ser utilizada pelo indivíduo. 
Ele que decide em qualquer que seja a época ou situação vivida, agir ou não de forma 
tolerante. É verdade que se torna necessário um esforço. Porém, se observarmos 
ao nosso redor, sempre encontraremos seres que nos dão o exemplo dessa vontade.

      Vale lembrar que, para que tenhamos uma situação que nos seja 
apresentada a possibilidade de sermos tolerantes, é necessário que tenhamos a 
figura daquele que pensa opostamente a nós, como também a mensagem emitida, 
e mais, a oposição desta mensagem em relação à nossa forma de pensar.  
A tolerância pressupõe a possibilidade de aceitar ou suportar pensamentos ou atitudes 
que não se afinam com o nosso modo de pensar e agir.     

  Através dos escritos de alguns dos grandes filósofos que se debruçaram sobre o 
assunto e o esmiuçaram, escolhemos trazer à tona para a nossa época com o 
intuito de contribuir para o debate sobre um tema tão atualizado em nossa sociedade, 
e que tanto nos incomoda que é a intolerância religiosa. 

  Os autores escolhidos para a nossa tarefa foram François-Marie Arouet (Voltaire), 
John Locke e Baruch Espinoza. Além do Papa Francisco. Devido à importância que 
esses pensadores dedicaram ao assunto em suas respectivas épocas. E também em 
relação à eficácia de suas ideias quando aplicadas nos meios sociais. Mais ainda, 
as suas reflexões tão aprofundadas e coerentes, nos dá a certeza que podem 
perfeitamente serem utilizadas em pleno século XXI. No decorrer das páginas, teremos 
uma dimensão das angústias vividas por esses filósofos e as formas que utilizaram 
para expressar os seus sentimentos.

  Em cada um deles, fica a marca de um profundo sentimento de humanidade, 
e uma preocupação real com o semelhante. A tolerância em si, não quer se dizer que 
concorde com o que o outro apresente, mas sim uma discordância em que se permita 
que o outro demonstre os seus pontos de vista e que de forma pacífica possa ser aceito. 
Além dos pensadores, abordaremos um trecho da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aliança da ciência e da religião

Na obra "O Evangelho segundo o Espiritismo", o codificador da Doutrina Espírita Allan Kardec escreve um comentário (item 8) em relação ao primeiro capítulo (Eu Não vim Destruir a Lei), intitulado "Aliança da ciência e da religião". Gostaríamos de repercutir um pouco sobre essa questão que mesmo depois de 160 anos permanece tão atualizada com o nosso contexto e ainda fomentando várias discussões. Assevera o pensador: "A ciência e a religião são as duas alavancas da inteligência humana; uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral; mas, umas e outras tendo o mesmo princípio que é Deus, não podem se contradizer; se elas são a negação uma da outra, uma necessariamente é errada e a outra certa, porque Deus não pode querer destruir sua própria obra. A incompatibilidade que se acreditava ver entre essas duas ordens de ideias, prende-se a um defeito de observação e a muito de exclusivismo, de uma parte e de outra; daí um conflito de onde na...

Simbolismos do Mito da Caverna - Professora Lúcia Helena Galvão

Essa aula foi ministrada em 2015, pela professora Lúcia Helena Galvão, na escola NOVA ACRÓPOLE do Lago Sul, em Brasília. Nova Acrópole é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado.

Novo estatuto da CAIXA limita indicação política

A  Caixa Econômica Federal  aprovou nesta sexta-feira um novo estatuto em linha com a Lei das Estatais, que dá ao conselho de administração poder de eleger e destituir vice-presidentes e define que um quarto do colegiado será de membros independentes. As mudanças ocorrem poucos dias após o governo federal determinar o afastamento de quatro dos 12 vice-presidentes do banco por 15 dias, tempo que terão para se defenderem de denúncias do Ministério Público Federal (MPF). Os vice-presidentes citados são Deusdina Pereira, de Fundos e Loterias; Roberto Derziê de Santana, de Governo; Antonio Carlos Ferreira, Corporativo; e José Henrique Marques da Crus, de Clientes, Negócios e Transformação Digital. Antes do novo estatuto, os vice-presidentes do banco eram nomeados pelo presidente da República, por indicação do ministro da Fazenda, e o conselho não tinha membros independentes. As novas regras ainda preveem a realização de assembleia geral para eleger e destituir membros d...