Pular para o conteúdo principal

Postagens

Jan Huss, pequena história de um grande reformista

Enrique Eliseo Baldovino henriquedefoz@uol.com.br       No dia 6 de julho de 1415 foi queimado vivo, em Constança (Germânia, futura Alemanha), o mártir Jan Huss, célebre pensador, sacerdote e reformador tcheco, nascido no ano de 1369,1 em Husinec ou Hussinecz, reino da Boêmia (hoje República Tcheca), reino que, à época, formava parte do Sacro Império Romano-Germânico. O precursor da Reforma nasceu sob o reinado do imperador Carlos IV e sob o pontificado de Gregório XI, alguns anos antes do grande cisma do Ocidente, que se pode encarar como uma das sementes do hussitismo. Segundo o costume da Idade Média, Jan Huss, foi assim chamado porque nasceu em Hussinecz, pequeno burgo situado ao sul da Boêmia, no distrito de Prachen, nas fronteiras da Baviera. Filho de pais camponeses, Jan Huss completou o seu curso na Universidade de Praga, onde se formou em Teologia (1394), em Artes (1396) e em Filosofia (1396), fazendo-se bastante conceituado nos meios universitários. ...

O que fazer com filósofos do passado que se revelaram racistas e sexistas?

Julian Baggini Elogie Immanuel Kant e alguém pode lembrar a você que ele acreditava que “a humanidade alcança sua maior perfeição na raça dos brancos” e que “os índios amarelos possuem talento escasso”. Louve Aristóteles e você terá que explicar como é possível que um sábio genuíno possa ter pensado que “o macho é por natureza superior, e a fêmea, inferior; o homem é o governante, e a mulher, a súdita”. Escreva um tributo a David Hume, como fiz recentemente, e será criticado por louvar alguém que escreveu em 1753-54: “Tendo a suspeitar que os negros e todas as outras espécies de homens, em geral, sejam naturalmente inferiores aos brancos”. Parece que estamos diante de um dilema. Não podemos simplesmente descartar como insignificantes os preconceitos inaceitáveis do passado. Mas, se pensarmos que a defesa de opiniões moralmente repreensíveis desqualifica alguém de ser visto como grande pensador ou líder político, não restará praticamente ninguém da história. O problema não desa...

Pecado da fé: ser cristão e seguir Jesus pode custar a vida nestes países

Ao menos 250 milhões de cristãos do mundo (mais do que a população do Brasil) estão sujeitos a intimidações, prisão e até morte por sua crença religiosa Por Vanessa Barbosa São Paulo – Um em cada 9 cristãos no mundo vive em países onde a prática da sua  religião é proibida  e perseguida. Só no ano passado, ao menos 4 mil seguidores do  cristianismo foram mortos por motivos  relacionados à fé, 5,6 mil foram detidos sem  julgamento e sentenciados, e mais de 1,2 mil igrejas ou  centros cristãos foram depredados. Os dados alarmantes são do relatório compilado anualmente pela organização  Open Doors USA,  considerada uma autoridade no estudo de perseguição religiosa a cristãos. Perseguição, segundo a ONG,  é definida como “qualquer hostilidade experimentada como  resultado da identificação de alguém  com a religião“, o que pode incluir atitudes, palavras  e ações hostis. Segundo o relatório, ao me...

Os cuidados ao emitir uma opinião

O cuidado com a universalização, o cuidado com a tentativa de tudo explicar a partir de um argumento, de um pensamento contundente; o cuidado com os exageros teóricos, o cuidado com o enquadramento de caracteres amplos e distintos sob um mesmo princípio, tudo isso exige discernimento, estudo do aluno de Filosofia.  Miguel Torga escreveu em 1941 o que segue:  "... a gente põe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os filósofos arquitetaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós. Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem". Lúcio Packter -  http://www.filosofia.com.br/estudo.php

O Médico Interno - Joanna de Ângelis

Crêem muitos discípulos do Espiritualismo que todas as ocorrências desagradáveis da existência terrestre resultam de punições da Divindade ou de resgates impostos pelos erros do passado, próximo ou anterior. Certamente a crença generalizada merece reparos, por não se ajustar totalmente à linguagem dos fatos. O conceito sobre uma Divindade punitiva e cruel encontra-se defasado diante da nova compreensão do amor, que é recurso dinâmico a viger em todo o Universo. Jamais a Consciência Cósmica se imiscuiria mediante atos de perversidade aplicados contra as frágeis criaturas humanas, ignorantes da sua realidade e destinação, ainda atravessando as áreas primárias do seu desenvolvimento. Deus-Amor irradia-se em energia vitalizadora e reparadora, a tudo e a todos mantendo em equilíbrio, mesmo quando, aparentemente, algumas desconexões e desarranjos parecem perturbá-lo. O processo de evolução dá-se através do desgaste como do aprimoramento, da doença e da saúde, da queda e do s...

O que significa Utopia?

Thomas More deu esse nome a uma espécie de romance filosófico em 1516, no qual relatava as condições de vida numa ilha desconhecida denominada Utopia, nela teriam sido abolidas a propriedade privada e a intolerância religiosa. Depois disso, esse termo passou a designar qualquer tentativa análoga, tanto anterior quanto posterior (como a República de Platão ou a Cidade do Sol de Campanella), mas também qualquer ideal político, social ou religioso de realização difícil ou impossível .  Fonte: http://filosofia.com.br/vi_dic.php?palvr=U