A Anvisa aprovou o uso do lecanemabe para o tratamento da doença de Alzheimer. O produto, inédito no país, é um anticorpo monoclonal pertencente à classe dos produtos biológicos.
De acordo com o registro, o novo medicamento é indicado para pacientes adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes da doença de Alzheimer (fase inicial), com patologia amiloide confirmada e que não sejam portadores ou sejam heterozigotos do alelo ε4 da apolipoproteína E (ApoE ε4).
O medicamento deve ser administrado por infusão intravenosa, durante aproximadamente uma hora, uma vez a cada duas semanas.
Com o registro, o lecanemabe está autorizado para distribuição e uso no país. O prazo para sua entrada no mercado depende do laboratório detentor do registro. O seu nome comercial é "Leqembi" e depende apenas do laboratório responsável a sua chegada ao Brasil.
Segundo Elton Fernandes, advogado especialista em saúde, o preço oficial do medicamento no Brasil ainda não foi definido, pois aguarda a regulamentação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer valores para comercialização na rede privada. Enquanto não há definição nacional, estimativas de custo podem ser feitas com base nos valores praticados em outros países. Nos Estados Unidos, o valor anual do tratamento com o lecanemabe varia entre US$ 26 mil e US$ 50 mil, dependendo do regime terapêutico adotado e dos serviços associados ao acompanhamento clínico. Considerando a cotação média de janeiro de 2026, o valor do tratamento com o Leqembi no Brasil chegaria a aproximadamente R$ 140 mil a R$ 269 mil por ano.
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/search?origem=form&SearchableText=lecanemabe
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