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Síndrome de Down na visão espírita



A Síndrome de Down não é uma doença, mas uma espécie de acidente genético que ocorre na gestação, provocando alterações no organismo, tais como: face larga, pálpebras oblíquas, mãos pequenas, dedos curtos, baixa estrutura e atraso mental. Até bem pouco tempo, quem nascia com a síndrome era obrigado a viver em reclusão, pois para os pais essa era a melhor forma de preservar o filho já que ele seria um ser frágil e pouco capaz de conduzir sua própria vida. Hoje, no entanto, a história é bem diferente, como mostrou a reportagem “Cada vez menos Down”, das jornalistas Greice Rodrigues e Lena Castellón, para a revista “Isto É”, de 26 de julho.

“Quanto mais inseridos na sociedade melhor. Há maiores chances de a pessoa se desenvolver” – explicou à “Isto É” a médica geneticista Silvia Longhitano, que coordena o ambulatório da Assoçiação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde são oferecidos aos portadores da Síndrome de Down diversos serviços, como fisioterapia, fonoaudiologia, música e brincadeiras. Essa nova forma de lidar com a realidade dos indivíduos com Down se reflete inclusive no seu tempo de vida, que, segundo comprovam os dados do Instituto Meta Social – outra entidade dedicada à inclusão dessas pessoas -, em 1947 era 15 anos, mas em 1989 passou para 50 e hoje está em 70 anos. Nos tempos atuais, levam uma vida normal: estudam, trabalham, praticam esportes, namoram, casam.

Joanna de Angelis, no livro “S.O.S. Família”, dedica um capítulo interior a tratar do tema “Filho deficiente”:

“(...) O filho marcado que resulta do teu corpo é alma vitimada pela tua alma, não duvides. Não é este o primeiro tentame que realizam juntos.
Saindo do fracasso transato, ambos recomeçam abençoada experiência, cujo êxito podes promover desde já.
Sê-lhe o que lhe falta.
Da convivência nascerá a interdependência recíproca.
No labor com ele, amá-lo-ás.
Infatigavelmente renova os quadros mentais e por enquanto desce ao solo da realidade, fora das ilusões mentirosas, a fim de seres, também feliz.
Honra-te com o filhinho dependente e mais aproxima-te dele, cada vez.

A carne gera carne, mas os atos pretéritos do espírito produzem a forma para a residência orgânica.
As asas de anjo do apóstolo, como os pés de barro de quem amas, precedem à atual injunção fisiológica.
Se te repousa no berço de sonhos desfeitos um filhinho deformado, amputado, dementado, deficiente de qualquer natureza, esquece-lhe a aparência e assiste-o com amor.
Não te chega ao trono dos sentimentos por acaso. Antigo companheiro vencido, suplica ajuda ao desertor, só agora alcançado pela divina legislação.
Dá-lhe ternura, canta-lhe um poema de esperança, ajuda-o.

O filho deficiente no teu lar significa a tua oportunidade de triunfo e a ensancha que ele te roga para alcançar a felicidade.Seria terrivelmente criminoso negar-lhe, por vaidade ferida, o amparo que te pede, quanto te concede a bênção do ensejo para a tua reparação em relação a ele”.

Fonte: Serviço Espírita de Informações
2 de Setembro de 2006

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