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Neurociência no mundo do futebol

 


Quando falamos de sensores de neurociência no futebol (como os utilizados pelo Liverpool com a neuro11 ou pelo Santos e Palmeiras), não estamos a falar de ficção científica, mas de biofeedback em tempo real.

Eis o passo a passo de como funciona uma sessão típica de treino cerebral para um jogador de elite: O jogador coloca uma touca ou sensores individuais de EEG (Eletroencefalograma). Estes sensores são não invasivos e extremamente leves para não atrapalhar o movimento. Estes medem ondas cerebrais (Alfa, Beta, Teta e Gama). O objetivo é identificar em que estado mental o jogador se encontra antes de bater uma falta ou um penálti. Cada jogador tem uma "assinatura" de sucesso. Os cientistas analisam os dados de quando o jogador acerta um remate perfeito. Descobrem, por exemplo, que um atleta atinge um pico de ondas Alfa (relaxamento alerta) frações de segundo antes do contacto com a bola. No Treino de Biofeedback (A Sessão em si), o jogador vai para o campo ou para um simulador de Realidade Virtual. Ele precisa aprender a "ligar" esse estado mental à vontade. Se o cérebro do jogador estiver demasiado "barulhento" (muitas ondas Beta, que indicam ansiedade ou distração), o sistema pode emitir um som ou uma cor num ecrã/tablet. O jogador aprende técnicas de respiração e foco visual para "acalmar" o gráfico cerebral e atingir o chamado "Estado de Fluxo" (The Zone). Só quando o sensor detecta que o cérebro está no estado ideal é que o treinador dá ordem para o remate. À medida que o jogador evolui, os cientistas introduzem elementos perturbadores: Ruído de estádio nas colunas. Provocações de colegas. Cansaço físico extremo (fazer o exercício após um sprint). O objetivo final é que o atleta consiga entrar nesse estado de "foco silencioso" mesmo com 50 mil pessoas a gritar no estádio. Os 3 Grandes Benefícios Práticos: Eliminação do "Ruído": O profissional deixa de pensar no erro anterior ou no que a imprensa vai dizer; ele foca-se apenas na execução mecânica. Consistência: O neurotreino transforma o "talento momentâneo" em algo repetível. O jogador não "tem um dia bom", ele "ativa o estado bom". Velocidade de Processamento: Em lances de jogo corrido, o treino ajuda o cérebro a filtrar o que é importante (posição do colega) e ignorar o que é irrelevante (movimento de um adepto na bancada).

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