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Professor da Uern vai liderar delegação brasileira em simpósio de neurociência de países dos Brics, na China

A equipe de pesquisadores do Brasil que vai participar do BRICS Symposium on Neuroscience, entre os dias 20 e 25 de setembro, em Xangai, na China, será liderado pelo professor Rodolfo Cavalcanti, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte ((FACS/UERN). O evento é considerado um dos mais importantes do mundo na área de neurociência.

Os cientistas brasileiros serão os responsáveis por abrir as apresentações, que seguirão a mesma ordem da sigla BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Por enquanto, ainda não há uma vinculação entre o bloco econômico e o científico, que começa a se formar. Mas, a partir desse encontro, os pesquisadores querem formalizar um acordo de cooperação e criar o BRICS Brain Network.

“No terceiro dia será realizada uma reunião para que seja organizado um acordo de cooperação. O documento será entregue aos representantes do bloco econômico, para a viabilização de projetos de financiamento de pesquisas científicas. Como esse bloco científico surgiu a partir de parcerias já estabelecidas há algum tempo, em especial com a África do Sul, cada país tem uma instituição que será fundadora do termo de cooperação. No caso do Brasil, será a Uern. Combinamos que para dar robustez ao bloco científico, cada instituição levaria uma associada. No caso da Uern, não poderia ser diferente, escolhemos a UFRN, com toda parceria que já temos, inclusive, sou egresso da pós-graduação da UFRN, fiz mestrado e doutorado na psicobiologia. Então, estou levando o professor Jefferson, que foi meu orientador e é com quem tenho uma parceria muito sólida junto ao Centro de Biociências. Nessa fase inicial de estruturação do bloco científico e do termo de cooperação, cada país vai contar com duas instituições, mas já planejamos ampliar esse número”, detalha o professor Rodolfo Cavalcanti.

Interesses em comum

O encontro será apenas em setembro, mas muito trabalho já está em andamento para que o Termo de Cooperação seja oficializado. As muitas diferenças culturais, que poderiam até ser encaradas como empecilho, têm sido compreendidas como parte de um processo marcado pela pluralidade.

“Cada país levantou suas perspectivas, mas uma coisa é comum: o bloco científico do Brics surgirá com a premissa de garantir a colaboração para o desenvolvimento da ciência desses países através do intercâmbio de docentes e estudantes, desenvolvimento de pesquisas colaborativas. De maneira geral, os países enfrentam muitas dificuldades para ter auto suficiência em pesquisa, dada a complexidade dos estudos, Temos sempre que fazer colaborações para que possamos complementar as análises. O bloco científico surge, justamente, nessa perspectiva de intensificar as colaborações através da partilha de experimentos, desenvolvimento de colaborações conjuntas e, principalmente, o intercâmbio, o que garante a geração de oportunidade e a formação qualificada de pessoal. Temos aí grandes expectativas para muitas oportunidades que virão, sobretudo, para nossos estudantes”, aposta o pesquisador.

O bloco dos Brics foi fundado em 2006 apenas com quatro países: Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul entrou para o grupo apenas em 2011. Inicialmente, a aliança foi estabelecida com a finalidade de fortalecer a economia dos países emergentes que, agora, pode se expandir para outros campos.

“Desenvolver pesquisa e pós-graduação de qualidade no interior do Nordeste brasileiro é um desafio imenso, sobretudo, se considerarmos todas as variáveis sociais, econômicas e, porque não dizer, climáticas também, nas quais estamos inseridos. É necessário todo um comprometimento da nossa iniciativa provada, da nossa esfera pública, dos nossos gestores e governantes para tornar o desenvolvimento da ciência e as ações de educação enquanto prioridade. A história está aí para mostrar que só com ciência e educação se consegue transformar a realidade vigente”, estimula o professor da Uern, que aposta na abertura de uma janela de oportunidades nesses próximos anos.

“Se considerarmos o tamanho dessa proposta que está surgindo, onde você tem cinco países, cada um com características muito diferentes, e dez instituições já que cada país vai mandar duas nesse primeiro momento para elaborar o termo de cooperação, e que nos próximos anos nós vamos ampliar essa rede, estamos discutindo possibilidades que vão permitir intercâmbio entre docentes e discentes, da graduação e pós-graduação, desenvolvimento de atividades de pesquisa colaborativas e produção acadêmica de qualidade, estaremos discutindo aqui inúmeras possibilidades. Alunos que sequer sonhavam em sair do seu estado, podem começar a cursar parte do seu programa de graduação ou pós em um outro país, vivenciar novas experiências, conhecer novos procedimentos, desenvolver novas tecnologias. A gente acredita e estamos trabalhando duramente para isso, para que tenhamos uma parceria que vá além do papel capaz de gerar novas oportunidades ara essa nova geração de cientistas que vem por aí”, planeja Rodolfo Cavalcanti.

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