terça-feira, 18 de julho de 2023

Professor da Uern vai liderar delegação brasileira em simpósio de neurociência de países dos Brics, na China

A equipe de pesquisadores do Brasil que vai participar do BRICS Symposium on Neuroscience, entre os dias 20 e 25 de setembro, em Xangai, na China, será liderado pelo professor Rodolfo Cavalcanti, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte ((FACS/UERN). O evento é considerado um dos mais importantes do mundo na área de neurociência.

Os cientistas brasileiros serão os responsáveis por abrir as apresentações, que seguirão a mesma ordem da sigla BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Por enquanto, ainda não há uma vinculação entre o bloco econômico e o científico, que começa a se formar. Mas, a partir desse encontro, os pesquisadores querem formalizar um acordo de cooperação e criar o BRICS Brain Network.

“No terceiro dia será realizada uma reunião para que seja organizado um acordo de cooperação. O documento será entregue aos representantes do bloco econômico, para a viabilização de projetos de financiamento de pesquisas científicas. Como esse bloco científico surgiu a partir de parcerias já estabelecidas há algum tempo, em especial com a África do Sul, cada país tem uma instituição que será fundadora do termo de cooperação. No caso do Brasil, será a Uern. Combinamos que para dar robustez ao bloco científico, cada instituição levaria uma associada. No caso da Uern, não poderia ser diferente, escolhemos a UFRN, com toda parceria que já temos, inclusive, sou egresso da pós-graduação da UFRN, fiz mestrado e doutorado na psicobiologia. Então, estou levando o professor Jefferson, que foi meu orientador e é com quem tenho uma parceria muito sólida junto ao Centro de Biociências. Nessa fase inicial de estruturação do bloco científico e do termo de cooperação, cada país vai contar com duas instituições, mas já planejamos ampliar esse número”, detalha o professor Rodolfo Cavalcanti.

Interesses em comum

O encontro será apenas em setembro, mas muito trabalho já está em andamento para que o Termo de Cooperação seja oficializado. As muitas diferenças culturais, que poderiam até ser encaradas como empecilho, têm sido compreendidas como parte de um processo marcado pela pluralidade.

“Cada país levantou suas perspectivas, mas uma coisa é comum: o bloco científico do Brics surgirá com a premissa de garantir a colaboração para o desenvolvimento da ciência desses países através do intercâmbio de docentes e estudantes, desenvolvimento de pesquisas colaborativas. De maneira geral, os países enfrentam muitas dificuldades para ter auto suficiência em pesquisa, dada a complexidade dos estudos, Temos sempre que fazer colaborações para que possamos complementar as análises. O bloco científico surge, justamente, nessa perspectiva de intensificar as colaborações através da partilha de experimentos, desenvolvimento de colaborações conjuntas e, principalmente, o intercâmbio, o que garante a geração de oportunidade e a formação qualificada de pessoal. Temos aí grandes expectativas para muitas oportunidades que virão, sobretudo, para nossos estudantes”, aposta o pesquisador.

O bloco dos Brics foi fundado em 2006 apenas com quatro países: Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul entrou para o grupo apenas em 2011. Inicialmente, a aliança foi estabelecida com a finalidade de fortalecer a economia dos países emergentes que, agora, pode se expandir para outros campos.

“Desenvolver pesquisa e pós-graduação de qualidade no interior do Nordeste brasileiro é um desafio imenso, sobretudo, se considerarmos todas as variáveis sociais, econômicas e, porque não dizer, climáticas também, nas quais estamos inseridos. É necessário todo um comprometimento da nossa iniciativa provada, da nossa esfera pública, dos nossos gestores e governantes para tornar o desenvolvimento da ciência e as ações de educação enquanto prioridade. A história está aí para mostrar que só com ciência e educação se consegue transformar a realidade vigente”, estimula o professor da Uern, que aposta na abertura de uma janela de oportunidades nesses próximos anos.

“Se considerarmos o tamanho dessa proposta que está surgindo, onde você tem cinco países, cada um com características muito diferentes, e dez instituições já que cada país vai mandar duas nesse primeiro momento para elaborar o termo de cooperação, e que nos próximos anos nós vamos ampliar essa rede, estamos discutindo possibilidades que vão permitir intercâmbio entre docentes e discentes, da graduação e pós-graduação, desenvolvimento de atividades de pesquisa colaborativas e produção acadêmica de qualidade, estaremos discutindo aqui inúmeras possibilidades. Alunos que sequer sonhavam em sair do seu estado, podem começar a cursar parte do seu programa de graduação ou pós em um outro país, vivenciar novas experiências, conhecer novos procedimentos, desenvolver novas tecnologias. A gente acredita e estamos trabalhando duramente para isso, para que tenhamos uma parceria que vá além do papel capaz de gerar novas oportunidades ara essa nova geração de cientistas que vem por aí”, planeja Rodolfo Cavalcanti.

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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Dilemas da adolescência, crush secreto e segredos de família

"Deu Match", novo romance contemporâneo de Emma Lord, autora do best-seller do New York Times "Tweet Cute", chega ao Brasil pela Plataforma21

Abby Day é uma adolescente de 16 anos com uma vida aparentemente comum. Ela ama fotografar, escalar árvores e tem uma paixão secreta pelo melhor amigo, Leo. Porém, quando a jovem decide se inscrever num teste de DNA por correspondência para provar a amiga Connie a própria compatibilidade com a descendência irlandesa, sua vida muda drasticamente: Abby descobre ser irmã de Savannah Tully, uma das influenciadoras digitais mais populares do Instagram.

Deu Match, novo romance contemporâneo de Emma Lord, é uma história bem humorada, com dilemas comuns da adolescência, lições sobre amor, amadurecimento, aceitação e muitas descobertas. Na trama, Abby decide ir ao encontro da irmã durante um acampamento de verão. O que ela quer descobrir é porque a deram para adoção, porém se depara com algumas complicações ao longo do caminho e um grande segredo familiar que pode ameaçar tudo o que conhece.

Dividida entre os sentimentos crescentes pelo melhor amigo de longa data, o estreitamento da relação com a nova irmã e a busca pela verdade sobre sua origem, Abby precisa contar com todo o apoio possível para enfrentar verdades difíceis. Autora do sucesso juvenil Tweet Cute, ambos publicados no Brasil pela Plataforma21, Emma Lord apresenta em Deu Mach uma história sensível e divertida, que também virou best-seller do New York Times e foi selecionado para o Reese’s YA Book Club Winter 2021, o clube de leitura da atriz e produtora cinematográfica Reese Witherspoon.

Quando você descobre que seus pais esconderam uma irmã mais velha de você por todos os dezesseis anos que habita na Terra, a última coisa que você provavelmente deve fazer é inspirar fundo e gritar: "MÃE!". Mas atravesso a porta e é justo isso que faço.
Ela leva certa de dez segundos para vir, e esses são, ao mesmo tempo, os dez segundo mais longos e mais curtos da minha vida. Tão longos que entendo que o que aconteceu vai me mudar por completo para sempre; tão curto que chego à conclusão de que não quero isso ainda.
(Deu Match, p. 27)

 

Ficha Técnica
Título: Deu Match
Título originalYou have a match
Autora: Emma Lord
Editora: Plataforma21
ISBN: 978-65-88343-57-9
Edição: 1.ª ed., 2023
Gênero: Romance contemporâneo 
Público-alvo: Jovem adulto 
Idade recomendada: 14+ 
Páginas: 376
Preço: R$ 79,90 
Onde encontrarAmazon 

Leia aqui o release de Tweet Cute!

Sobre a autora: Emma Lord é editora de mídias digitais e escritora nova-iorquina. É autora de diversas obras de sucesso, dentre elas Tweet Cute, seu livro de estreia. Quando não está escrevendo, está correndo, cantando no teatro comunitário ou deixando o pessoal da padaria levemente alarmado com seu entusiasmo incontido por bolos. Graduou-se em Psicologia na University of Virginia, com ênfase em Como Disfarçar a Tela do Computador na Última Fileira da Sala para que Ninguém Perceba que Você Está Subindo sua Fanfic. Foi criada à base de muita purpurina, queijo quente e amor. Confessa overposting de livros e sobremesas nas redes sociais.

Instagram@dilemmalord

Sobre a editora: A Plataforma 21 é o resultado do carinho da VR Editora pelos jovens leitores. E tudo começou com a publicação do best-seller Maze Runner. São 7 anos oferecendo o que há de melhor em aventura, romance, fantasia e cultura pop na literatura de entretenimento. Conheça as redes sociais da editora@vreditorabr | @plataforma21_

Por que o ser humano tem tanta dificuldade de mudar? Novo estudo analisa a resistência a novas ideias


Estudo brasileiro analisa as características que dificultam o ser humano de lidar bem com mudanças


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Mudar é essencial para se adaptar a novos cenários, no entanto, essa nem sempre é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas e esse tipo de resistência, pode não ter ligação apenas com saudosismo, mas também com características neurais.


É o que aponta um novo estudo intitulado “Doenças do lobo frontotemporal: Dificuldades de aprendizado”, publicado na revista científica “Cuadernos de Educación y Desarrollo”.


Dr. Bora Kostic, Médico, Cirurgião Geral e pesquisador do Centro de Pesquisas e Análises Hieráclito - CPAH, um dos autores do estudo, juntamente com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu e o Médico Ortopedista Dr. Luiz Felipe, explica que aspectos biológicos podem interferir na compreensão do ser humano.


O ser humano por sua essência já possui certa dificuldade na assimilação de novas opiniões [...],, mas a dificuldade de aceitar uma realidade pode se dar por meio de disfunções” Afirma no estudo.


Por que mudanças de comportamento podem ser tão difíceis?


Existem diversas características que podem influenciar a resistência a alterações em rotinas, comportamentos e hábitos, como genética, ambiente e até mesmo patologias.


A genética influencia diretamente a habilidade cognitiva do ser humano, mas também podem ser influenciadas por fatores externos como trauma ambiental, problemas no nascimento, deficiências nutricionais e necessidades sociais [...] As redes sociais e a internet são de grande impacto na vida cotidiana, onde as pessoas tendem a se tornar dependentes dessas tecnologias para estarem incluídos na sociedade”. 


Memórias já consolidadas podem inferir diretamente sobre a capacidade de aceitação de novas ideias, e doenças instauradas nas regiões frontal e temporal do cérebro podem dificultar a capacidade da pessoa em interpretar interações sociais, vista a atividade neurológica do córtex pré-frontal como as habilidades cognitivas e habilidades de julgamento pertinentes à esta área” Ressalta o estudo.


O impacto de transtornos no controle do comportamento


Apesar de a dificuldade em controlar o comportamento e as alterações em sua forma estarem relacionadas a características do cérebro, alguns transtornos também podem gerar essa dificuldade e alterar a forma como o cérebro interpreta esse tipo de informação.


O lobo frontal do cérebro é a região mais fortemente relacionada ao comportamento, ele é responsável pelo controle de funções executivas que envolvem planejamento, controle inibitório, tomada de decisões e memória de trabalho, entre outras, que também podem ser afetadas por transtornos.


O lobo pré-frontal é uma região cerebral que é modulada pela dopamina e está relacionada à tomada de decisões, planejamento, controle emocional e comportamental. Indivíduos com disfunções nessa região cerebral podem apresentar uma visão distorcida da realidade, influenciada por suas emoções”.


Eles podem ter um raciocínio emocional, no qual suas decisões e comportamentos são baseados em suas emoções e urgências emocionais. Essas pessoas podem ser extremamente sensíveis à crítica e interpretar qualquer comentário negativo como um ataque pessoal. Além disso, podem ter um comportamento rude, exigente, dependente e ingrato, agindo de forma oposta aos seus sentimentos sensíveis” Afirma no estudo.



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Sobre Dr. Bora Kostic

Dr. Velibor Kostić, conhecido como Bora Kostić, se formou em Medicina na Universidade Federal de Belgrado, na Sérvia, chegando a servir na guerra de 1999. Especializou-se em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica no Hospital Geral de Bonsucesso.

Fez estágio no Departamento de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Microcirurgia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, revalidou o diploma de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Bora é membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro ativo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Estética.

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Ciência da Vida Após a Morte - O livro

 

 julho 5, 2023


Ciência da Vida Após a MorteOlivro “Ciência da Vida Após a Morte”, escrito pelos psiquiatras Alexander Moreira-Almeida e Marianna Costa e pelo filósofo Humberto Schubert Coelho, pesquisadores do NUPES-UFJF (Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde), foi lançado no Rio de Janeiro no dia 6/07, na Livraria Argumento, no Leblon. Fruto de mais de duas décadas de pesquisas sobre ciência, filosofia e espiritualidade, o livro investiga as evidências científicas sobre uma das questões mais desafiadoras e difundidas ao longo dos tempos, culturas e religiões: a sobrevivência da consciência humana após a morte. Publicado no Brasil pela editora Ampla, especializada em livros de psicologia e psiquiatria, o livro tem prefácio do Robert Cloninger, MD, PhD, professor emérito de psiquiatria da Washington University (EUA) e um dos pesquisadores em neuropsiquiatria e em personalidade mais citados do mundo.

“A possibilidade de vida após a morte é o mais antigo e talvez o mais importante de todos os mistérios sobre a natureza fundamental da vida e da consciência. A admiração pela vida espiritual após a morte é bem documentada pelos elaborados enterros cerimoniais dos mortos dos primeiros homo sapiens. De fato, arte narrativa, ciência e espiritualidade são aspectos da consciência humana autoconsciente, que surgiram juntos há cerca de 100 mil anos”, destaca o autor do prefácio.

De acordo com um dos autores, o doutor Alexander Moreira-Almeida, “o livro marca uma nova etapa na divulgação das pesquisas em ciência e espiritualidade, não sendo mais entendidos estes temas necessariamente como apenas um construto cultural ou fruto de mecanismos psicológicos de defesa ou de ilusões do cérebro”, observa.

O livro passa em revista alguns temas, desconstrói teses e discute a vida após a morte de maneira inteligível. “Fazemos uma revisão abrangente da crença na sobrevivência pessoal na atualidade, na história das religiões e da filosofia e refutamos argumentos históricos e epistemológicos equivocados contra a noção de sobrevivência após a morte (por exemplo, ser algo irracional, puramente religioso, impossível de ser abordado pela ciência, que foi provado falso pela neurociência)”, adianta a psiquiatra Marianna Costa, coautora.

Já o outro coautor, o filósofo Humberto Coelho oferece o contraponto, com o olhar das ciências humanas: “Abordamos as principais barreiras culturais para um exame justo das evidências disponíveis para a sobrevivência da consciência após a morte.

Ao final da publicação, os autores oferecem uma revisão geral das evidências científicas sobre a sobrevivência da consciência após a morte, com foco em estudos sobre mediunidade, experiências de quase morte e fora do corpo e reencarnação. O livro já está em pré-venda no site da editora, no link: https://loja.editoraampla.com.br/index.php?route=product/product&product_id=74.

Autores:

Alexander Moreira-Almeida: Professor Titular de Psiquiatria, fundador e diretor do NUPES (Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. Coordenador da Seção de Espiritualidade da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL). Ex-coordenador das Seções de Espiritualidade da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA 2014-20) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) (2014-21). Autor de mais de 170 artigos científicos e capítulos, que receberam mais de 7.700 citações. 

Marianna Costa: Médica com residência e doutorado em Psiquiatria pela UFRGS e pós-doutoranda no NUPES-UFJF. Membro da Seção de Espiritualidade da Associação Brasileira de Psiquiatria, ABP. 

Humberto Schubert Coelho: Professor de filosofia da UFJF, diretor do Núcleo de Filosofia Clássica Alemã (NUFCAL) e co-diretor do NUPES-UFJF. Membro Titular (cadeira 23) da Academia Brasileira de Filosofia. Foi pesquisador visitante do Ian Ramsey Centre for Science and Religion, Oxford University (2019-2020).

A palavra dos especialistas:

“Texto envolvente, escrito com clareza, em vários lugares “compelling”, com riquíssima bibliografia. … O estudo, atualizado e argumentativo, será uma referência obrigatória na discussão do tema life after death.”

Geraldo José de Paiva, Professor Emérito de Psicologia da Religião da USP.

“Ciência da Vida Após a Morte faz o que diz na capa – avalia a evidência científica para vida após a morte. … o interesse e valor deste livro, que une amplos campos de pesquisa que são frequentemente negligenciados tanto na teologia como na psiquiatria. Oferece uma excelente introdução a esta literatura para aqueles que podem não estar familiarizados com ela.”

Prof. Christopher Cook, Durham University (Reino Unido), no British Journal of Psychiatry 2023, 222(6), 264-264 

“Para qualquer pessoa interessada neste tema, este livro oferece uma introdução concisa e acessível … fornece um tratamento abrangente do contexto e do estado atual da arte da ‘pesquisa de sobrevivência’. Os autores deste livro são especialistas estabelecidos em seus campos, abrangendo psiquiatria, espiritualidade, experiências espirituais, atividade da consciência além do cérebro, sobrevivência da consciência, metafísica e filosofia moderna. Eles produziram uma contribuição muito valiosa para o campo da pesquisa de sobrevivência, e eu recomendo fortemente este livro.

Apesar de sua brevidade, este livro seria um grande trunfo para quem busca clareza e percepção sobre este importante tópico, e merece ser amplamente lido.”

David Rousseau, doutor em estudos da religião, diretor de pesquisas do Centre for Systems Philosophy e do International Network for the Study of Spirituality. No Journal for the Study of Spirituality.

“Este livro deveria estar em todas as bibliotecas públicas, de universidades e de faculdades. … Altamente recomendado.” 

Prof. John Ballard, Professor Emérito do Mount St. Joseph University (EUA).

“O livro é muito focado em evidências científicas … preenche uma lacuna importante na literatura e é uma conquista louvável … É sempre um bom sinal chegar ao final de um livro querendo saber mais – o que esse resenhista certamente fez!” 

Prof. Chris Cook, ministro anglicano, teólogo, psiquiatra e professor da Durham University, Chair da Seção de Espiritualidade do Royal College of Psychiatrists (Reino Unido).

“Este livro aborda evidências de sobrevivência post-mortem com foco em experiências anômalas, mediunidade, reencarnação e experiências de quase morte. … O livro foi escrito de forma clara e concisa e contém uma riqueza de dados de pesquisa.”

Simon Dein, Professor de Psiquiatria na University College London (Reino Unido). Na revista Mental Health, Religion & Culture.

Livro sobre Nise da Silveira e o serviço público será lançado na Bienal

 


Obra foi escrita pelo professor Fábio Lins, da Faculdade de Direito da Ufal
Por Deriky Pereira – jornalista
11/07/2023 17h18
Professor Fábio Lins

Professor Fábio Lins

A trajetória de Nise da Silveira (1905-1999) e sua atuação como servidora pública virou tema de livro escrito pelo professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas, Fábio Lins. A obra, que leva o selo da Editora Fórum, será lançada na 10ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, no dia 12 de agosto, das 19h às 21h, na Sala Mangaba, onde também será realizada uma palestra com o mesmo tema, ministrada pelo docente e autor do livro.

Em 2022, o Estado brasileiro reconheceu Nise da Silveira como Heroína da Pátria. No entanto, houve um intenso debate nacional sobre ela e também sobre a necessidade de derrubada do veto da Presidência da República que discordava do fato de a psiquiatra alagoana deveria estar no livro de Heróis e Heroínas da Pátria, fato esse que motivou Fábio Lins a iniciar a produção da obra.

“O veto da Presidência se deu sob o argumento de que não seria possível avaliar ‘a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da Nação’, assim como não deveriam ser priorizadas homenagens a personalidades da história do País a partir de ‘ideais dissonantes das projeções do Estado Democrático’. Este episódio foi decisivo para que eu decidisse iniciar a escrita deste livro, projeto que já havia decidido realizar a alguns anos”, explicou Fábio Lins.

Assim, o livro conta a trajetória de Nise e destaca, em especial, um ponto de sua vida que ainda não havia sido enfatizado: sua trajetória e atuação como servidora pública (1933-1975). “Nise vivenciou inúmeras experiências administrativas, tais como: seu afastamento e prisão por convicções ideológicas e o rechaço ao uso de métodos terapêuticos por ela considerados desumanos, agressivos e ineficazes, além da introdução de diversas formas de tratamento psiquiátrico até então não empregadas no Brasil, como a arteterapia, a valorização da liberdade e do afeto, e o uso de animais como coterapeutas dos pacientes”, diz o autor.

Por dentro do livro

Nessa jornada, Fábio Lins buscou conhecer a fundo as experiências vivenciadas por Nise da Silveira, propondo a elaboração de uma obra rica em detalhes e informações relevantes. Para tanto, o livro dedica capítulos ao tempo em que a médica alagoana viveu em Maceió durante sua infância e adolescência, sua graduação em Medicina feita em Salvador e no Rio de Janeiro, antes de seu ingresso na administração pública.

“Mas, certamente, as grandes reflexões inspiradas em Nise da Silveira têm origem em sua longa e movimentada vida funcional: de forma pioneira, corajosa e desbravadora, foi aprovada em concurso público quando este começava a ser utilizado na Administração Pública brasileira e uma das primeiras mulheres nomeadas para o cargo público de médico no país”, complementou o autor.

Para ele, os acontecimentos marcantes da vida da alagoana merecem ser amplamente divulgados para toda a sociedade brasileira, além de também serem refletidos pela comunidade acadêmica, em especial aos estudiosos da Administração Pública e do Direito Administrativo.

“No decorrer do livro, realizei observações sobre a trajetória de Nise da Silveira, focando, em cada capítulo, determinadas temáticas, que muitas vezes não são devidamente aprofundadas pelos que lidam com a função pública: formação, superação, adaptação, vocação, perseguição, reflexão, indignação, inovação, qualificação, disseminação, dedicação e valorização”, explicou Fábio, considerando, ainda, que a obra busca prestar uma devida homenagem aos que lutam incansavelmente pelo fortalecimento do sistema de saúde pública no país.

É pensando nisso que ele define, como público-alvo do livro, todos os brasileiros que deveriam ter a oportunidade de conhecer o legado de Nise da Silveira. Tanto que, para o docente, estava faltando uma análise da trajetória da médica que viveu o serviço de corpo e alma, e que, como diria Carlos Drummond de Andrade, “dedicou-se a uma obra em que o interesse científico é amalgamado com o interesse humano”. Agora não falta mais.

“A partir da leitura, espero ter contribuído, ainda que minimamente, para demonstrar ‘a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da Nação’, que seu trabalho é uma das mais importantes ‘projeções do Estado Democrático de Direito’. Enfim, que as lições de Nise conquistem novos admiradores e mais brasileiros se inspirem neste ser humano extraordinário”, finalizou Fábio Lins.

Sobre a Bienal

A 10ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é uma realização da Universidade Federal de Alagoas e do Governo de Alagoas, com apoio da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e Sebrae. Sob a coordenação da professora Sheila Maluf, o evento tem ainda apoio do Sesc, Natura e Instituto Natura, Hotel Ponta Verde, Empresa Junior de Arquitetura e Engenharia Civil (Ejec) e outras instituições.

Veja as novidades no site e acompanhe também as redes sociais do evento: @bienaldealagoas no Instagram, Twitter e Facebook.

Jogo desenvolvido na UFU contribui para o tratamento de pacientes com Parkinson


Jogo desenvolvido na UFU contribui para o tratamento de pacientes com Parkinson
O RehaBEElitation foi vencedor do prêmio 'Challenge Handicap & Technologie' na França
Por: 
Gabriel Reis

Por meio de movimentos de abrir e fechar as mãos, flexão, extensão, adução, abdução e pinça com os dedos polegar e indicador, o RehaBEElitation estimula essas ações em diferentes fases e níveis. (Fotos: Alexandre Costa)

 

O “RehaBEElitation” é um jogo desenvolvido por pós-graduandos em Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (PPGEB-UFU), em conjunto com a Université de Lorraine, na França, e com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).Criado com o objetivo de ser uma alternativa dinâmica e divertida para promover o tratamento de pacientes com a doença de Parkinson, a iniciativa propõe que os jogadores controlem uma abelha em um mundo 3D enquanto realizam movimentos manuais característicos daqueles usados em tratamentos fisioterapêuticos.

O Parkinson é uma doença neurológica que afeta o movimento do indivíduo, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita. É causada pela degeneração das células presentes na substância negra do cérebro, aquelas que produzem a dopamina responsável pela condução das correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos e acarreta os sintomas descritos. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a doença de Parkinson.

Mas por que as abelhas?

Conhecidas por seu trabalho em equipe e pelo mel produzido nas colmeias, as abelhas são essenciais para a vida na Terra, uma vez que, sem a sua atividade polinizadora, muitos vegetais desapareceriam.

Uma das idealizadoras do RehaBEElitation, a doutoranda em Engenharia Biomédica pela UFU Luanne Mendes explica que esse esforço das abelhas para realizar cada tarefa se assemelha à atividade fisioterápica dos pacientes em tratamento contra o Parkinson.

“Após realizar um questionário para saber sobre as principais necessidades desses indivíduos, chegamos à conclusão de que ele seria destinado ao tratamento e estímulo dos membros superiores”, conta a pesquisadora.

 

Luanne Mendes foi a idealizadora do enredo do RehaBEElitation

Por meio de movimentos de abrir e fechar as mãos, flexão, extensão, adução, abdução e pinça com os dedos polegar e indicador, o RehaBEElitation estimula essas ações em diferentes fases e níveis. O trabalho, orientado pelos professores Adriano Andrade (PPGEB-UFU) e  Yann Morère, do Laboratoire de Conception, Optimization et Modélisation des Systèmes (LCOMS), da universidade francesa, foi vencedor na décima primeira edição do evento "Challenge Handicap & Technologie", em Metz (França), no dia 12 de maio de 2023.

O prêmio de primeira colocação na categoria "Autonomia" está relacionado à promoção da autonomia das pessoas em situação de dependência. Segundo a descrição da categoria, compensar a perda de autonomia das pessoas com deficiência é uma questão essencial na sociedade atual.

“É importante ressaltar que o jogo foi desenvolvido com a colaboração de diversos estudantes da pós-graduação. Eu fiquei responsável pela criação do enredo do jogo e pensar em como incorporar hábitos reais das abelhas no universo digital”, conta Mendes.

O RehaBEElitation ainda não está disponível para os pacientes, sendo exclusivo da pesquisa. Para o futuro, os pesquisadores pretendem incorporar a avaliação dos membros inferiores nas modalidades do jogo, como forma de promover uma avaliação completa dos pacientes com a doença de Parkinson.

 

ChatGPT explicado - Inteligência artificial para além de uma usurpadora de empregos

Em livro cocriado com a IA, Helbert Costa aponta tecnologia como aliada em multitarefas, mas chama atenção para dependência excessiva

Referência brasileira na interface entre tecnologia e negócios, o especialista em tecnologia, inovação e marketing, Helbert Costa, aprofunda o debate sobre o uso da inteligência artificial no mercado de trabalho, na comunicação, produção de conteúdo e em outras frentes de trabalho. No lançamento ChatGPT Explicado, publicado pela Citadel Grupo Editorial, escrito em apenas 10 dias com o uso do próprio software de respostas, o autor mostra que, a partir de agora, é preciso se preparar não para ser substituído pela IA, mas para trabalhar em conjunto com tecnologias como o ChatGPT.

Segundo o sócio da Monte Bravo Investimentos e conselheiro da Play9, toda companhia competitiva já utiliza processos automatizados para aumentar a produtividade dos funcionários e os resultados do negócio. Por isso, a extinção de vagas de trabalho é apenas questão de tempo. “Milhares de pessoas serão substituídas”.

Você escolhe se em três a cinco
anos vai estar brigando pelas poucas vagas que existiam
com mesmo perfil das de hoje ou se vai estar em um mercado
deficitário em profissionais preparados, com vagas abundantes.
É uma loucura quando pensamos que teremos milhões
de desempregados em um mesmo mundo, que terá milhões de
vagas em aberto sem pessoas para preenchê-las.
(ChatGPT Explicado, pg. 79)

Embora apresente uma visão positiva sobre a relação entre seres humanos e tecnologias, Helbert alerta para a dependência excessiva da IA. De acordo com o especialista, submeter todas as decisões ao ChatGPT ou softwares semelhantes pode prejudicar a capacidade de raciocinar criticamente para resolver os problemas de maneira independente. Além disso, pode diminuir a empatia e a capacidade de compreensão interpessoal com outras pessoas.

Ao partir do surgimento do ChatGPT, o autor expõe a lógica de funcionamento desta e outras ferramentas de IA, benefícios e desafios no ambiente de trabalho, preocupações éticas, manipulação de informações e como identificá-las. O especialista dedica-se também ao uso do software nas áreas saúde e na educação ao demonstrar que médicos e professores podem conseguir diagnósticos e correções de maneira mais eficiente.

O autor acrescenta ao livro dicas de como começar a usar a ferramenta, insights para produção de conteúdo, linguagem de programação e outros truques que ajudarão o leitor a otimizar as ações práticas do dia a dia. A obra conta com prefácio de Clóvis de Barros Filho e promete ser um guia para aqueles que desejam mergulhar nas possibilidades trazidas pela inteligência artificial.

ChatGPT Explicado conta ainda com um bot de respostas para auxiliar os leitores antes, durante e depois a imersão apresentada por Helbert no lançamento. O objetivo do HelBot é manter os conteúdos presentes na obra em constante atualização. Ele pode ser atualizado por meio do QrCode localizado na página 11 ou pelo site do livro.   

FICHA TÉCNICA
Título: 
ChatGPT Explicado
Subtítulo: 
O guia definitivo sobre esta e outras inteligências artificiais
Autor: Helbert Costa
Editora: Citadel Grupo Editorial
ISBN: 978-6550472375
Dimensões: 13.5 x 1.2 x 21 cm
Páginas: 208
Preço: R$ 51,90
Onde comprar: Amazon

Sobre o autor: Helbert Costa é referência brasileira na interface entre tecnologia e negócios. CMTO na Monte Bravo Investimentos, conselheiro da Play9 e ex-líder de Marketing e Tecnologia no Comitê Olímpico do Brasil, seu impacto transcende fronteiras tecnológicas, moldando estratégias empresariais. Sua formação acadêmica passa por lugares como Singularity University e Fundação Dom Cabral. Ele combina conhecimento avançado em inteligência artificial com visão disruptiva, preparando empresas e profissionais para o futuro.